"Amizade (do latim amicus; amigo, que possivelmente se derivou de amore; amar, ainda que se diga também que a palavra provém do grego)
é uma relação afectiva, a princípio, sem características
romântico-sexuais, entre duas pessoas. Em sentido amplo, é um
relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade ao ponto do altruísmo."
Ora bem, esta definição de amizade é a que está na wikipédia, do mais banal possível, e parece-me que até está correcta (a wikipédia pode ser o ponto de partida, mas não é o mais fiável! já assim dizia a minha professora de neurofisiologia da visão - aproveitei e fiz referência à cadeira só porque tem um nome pomposo que poderá dar a ideia de que sou inteligente e culta, o que nem tanto, lol). Mas pronto, procurai por essa internet fora e ireis encontrar outras definições, semelhantes a esta, creio eu de que.
Partindo então do título desta publicação, a amizade ser ou não relativa. Um professor do meu namorado dizia que tudo é relativo, e acho que na maior parte das coisas, até é verdade. "Então, está frio ou está calor? É relativo." e é. Por isso a amizade sim, considero-a um conceito relativo. Apesar de ser um conceito geral, todos nós interpretamos a amizade à nossa maneira. E é claro que temos amizades diferentes, de diferentes proximidades e intensidades, afinidades e por aí fora. Tenho um amigo a 300km de distância, com quem nem falo assim amiúde, mas quando estamos juntos sei que estou à vontade para falar e fazer o que quiser. Tenho uma amiga que mora perto (ok, agora foi morar para mais longe, né Fi? :p) mas que devido a horários não podemos estar muitas vezes juntas pessoalmente, mas falamos uma com a outra por internet, telemóvel... Tenho outra amiga que está a 300km e falamos por internet e telemóvel também, e custa-me horrores estarmos longe, mas vamos dando notícias uma à outra. São meros exemplos, podia continuar aqui com muitos outros. Aonde eu quero chegar é que não importa propriamente a proximidade física, mas sim a proximidade emocional, e o sabermos que aquela pessoa se preocupa connosco e que podemos contar com ela para o que for preciso. E aqui é que entra o relativo, mais concretamente. Tenho amigos com quem falo menos, ou com quem estou mais tempo sem dar notícias, mas que sei que "estão lá". Já outros, em que também estamos mais tempo sem dar notícias, eu tenho a noção de que eles se estão a borrifar para mim. Mas de repente, pumbas, lembram-se de mim e para eles é como se estivesse tudo igual... Mas não está... Como é que uma pessoa, que está "fora" da minha vida, que não sabe das minhas alegrias e problemas, pode aparecer de repente e pensar que está tudo na mesma? É isto que de facto me faz confusão. Porque eu tento "estar lá", saber se está tudo bem, tento dar e receber notícias. Mas quando só um lado é que dá, deixa de fazer sentido, porque na amizade, para mim, tem de haver reciprocidade. Por isso lá está, ou a coisa é relativa, ou há pessoas que só se lembram de outras quando lhes convém. E eu cá, apesar de acreditar mais na segunda, vou tentar dar o benefício da dúvida à primeira.
p.s.- quem ler, que me desculpe o testamento, mas era um assunto que já me inquietava à algum tempo.
Não podia estar mais de acordo Martinha. Mas o que tens de te lembrar é que aqueles que estão fora da tua vida e só aparecem de repente não são amigos. São parasitas que só manifestam a presença deles porque ganham algo com isso. E ao longo da vida vais-te deparar com vários. Mas tal como o corpo humano, vais ficando imune :D ***
ResponderEliminarPois eu também não gosto que só se lembrem de mim quando precisam e para mim também não são amigos. Agora imagina se fosses rica...os teus "amigos" não te largavam. Eu até nem me importava nada de ser rica só para ver as "cadelinhas" a andar atrás e eu cagar nelas como muitas fazem comigo...mas isto é o meu espírito vingativo a falar eheh.***
ResponderEliminarHá uma frase de que gosto muito, relativa ao amor mas que acho que também se aplica à amizade: nunca digas que amas, que amaste ou que vais amar... Esta frase atormentou-me durante muito tempo pois não lhe conseguia dar sentido... Mas consegui encontrá-lo! Eu amo perdidamente o André, imagino que vá amar imensamente um filho meu, mas também amo com todo o meu coração o meu irmão, assim como alguns dos meus amigos... Mas nem todos! E nenhum de forma igual... Os sentimentos são isso mesmo, algo especial, único, e o que sentimos por alguém que é nosso amigo é totalmente diferente do que sentimos por outro... Não querendo Isto dizer que gostamos menos deles, que os acarinhamos menos ou com quem nem sequer nos preocupamos... Apenas cada um é como é, um ser único e especial, e o que se sente por esse alguém não pode ser nunca comparado a outro! É isso que penso sobre a amizade e outros sentimentos amorosos... Mas a verdade é que o que se torna mais dificil na amizade não é sabermos de quem somos amigos, mas sim quem é nosso amigo... E essa é uma descoberta que se faz todos os dias da nossa vida... E agora em vez de assinar com o meu nome vou assinar com o meu nick do mIRC! Ahahah! Quando li o teu primeiro post em que falaste do space do MSN fizeste-me lembrar do mIRC e agora olha...toma lá com o meu nick e vamos ver quantos nanosegundos demoras a descobrir quem sou eheheh Besitos!
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