quarta-feira, 24 de julho de 2013

O Puto Inocente e a Paranóia Alheia

Olá pessoal! Ora para quem tenha andado tremendamente distraído, o puto real já nasceu. Sim, o coisinho dos Duques de Cambridge. É coisinho porque ainda não tem nome (aguardam-se os próximos capítulos). Antes do nascimento era só "Qual será o sexo do bebé?", "Quando é que nasce o bebé". Agora passou para o manancial de "William e Kate radiantes por serem pais" (sim, porque é algo nunca antes visto, uns pais ficarem contentes por terem filhos), "Duques de Cambridge celebram o nascimento do primeiro filho com pizzas" (se fosse com um cozido à portuguesa é que era de admirar, agora com pizzas...), "Rainha Isabel II esteve meia hora a conhecer o neto" (really, esteve mesmo alguém a cronometrar o tempo que a mulher lá esteve??) e que o tio Harry e os pais da Kate foram conhecer a criança... tipo, normal né!!!!!! Afinal de contas são da, sei lá... família!!! Geralmente o que é que se faz quando nasce um bebé? Pumbas, o pessoal próximo lá vai todo em peregrinação conhecer a criancinha. Normalíssimo, até porque os putos têm aquele magnetismo e todos os adultos por norma adoram vê-los e pegar neles. Por isso era agradável que o pessoal da comunicação social se cingisse ao essencial, digo eu. 

Enfim, Baby Cambridge, fico a torcer para os teus pais te escolherem um nome minimamente decente. E boa sorte nisso de estar sempre na mira do público, e de irem seguir e fotografar praticamente cada passo que dás. Não deve ser fácil estar nesse papel quando nem sequer se pediu... Mas pronto pá, são coisas da vida. Há miúdos por aí com pior sorte que a tua.
E vá lá, o puto até é engraçadinho, não é daqueles bebés feiotes... (sim, não me venham com a história que todos os bebés são bonitos!)




P.S.- Catinha e Willi, espero que tenham guardado uma foto da primeira cagada do puto. Enviem isso para as revistas, olhem que ainda fazem uns guitos com isso.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A Culpa é Minha

Olá a todos! Desculpem lá eu continuar nesta onda mais deprimente, mas se calhar é porque não me dá para escrever sobre coisas alegres (sim, que eu tenho momentos alegres e coisas boas na minha vida, 'tá?! :p). 

Como eu costumo dizer, não me lembro de ter a fase dos porquês em miúda, e à cerca de uns anos para cá sinto muito mais curiosidade em saber as coisas, perguntar porquê, como, se é bom, se não é, experiências de outros, enfim... E é claro que os porquês também ocorrem a um nível mais interior e "filosófico", por assim dizer. Já há algum tempo que dou por mim a pensar qual o propósito da minha vida, se a vida é só isto, porque é que existem tantas desigualdades, porque é que existem tantas injustiças, porque é que existem pessoas que nos desiludem... E para a maior parte delas é claro que não encontro resposta, mas para esta última encontrei a minha resposta: a culpa é minha. A culpa é minha por criar expectativas altas; a culpa é minha por dar o melhor de mim quando os outros não merecem; a culpa é minha quando dou o primeiro passo; a culpa é minha quando perdoo e não devia; a culpa é minha quando corro atrás das pessoas e tento que a relação se mantenha; a culpa é minha quando tento ignorar os defeitos dos outros e aceitá-los, "pintando-os" melhor do que afinal são... Tenho mesmo muita culpa. E a principal culpa é a de ser "banana". E a de gostar de gostar dos outros. Talvez um dia ganhe juízo, espero que sim, para deixar de sofrer com as atitudes dos outros, outros esses que na maior parte das vezes não merecem isso da minha parte.